Há quem pense que a instalação de uma torneira ou de um vaso sanitário trata-se apenas da conexão dos tubos. Porém, no contexto da engenharia, um projeto hidrossanitário contempla todas as etapas de dimensionamento e cálculos para o bom funcionamento das instalações. Assim, essas etapas seguem as normas dos elementos hidráulicos, sanitários e pluviais da construção civil.

Dessa forma, é função do engenheiro responsável atingir o melhor custo benefício, desenvolver um bom projeto e reduzir possíveis problemas futuros, que vão desde ruídos e vibrações nas tubulações, até a saída descontínua de água nos pontos terminais.

A seguir, conheça um pouco mais sobre o projeto hidrossanitário e como realizá-lo em sua edificação.

Encanamento
Encanamento

1. O projeto hidrossanitário

O projeto consiste, basicamente, no mapeamento de toda a rede de encanamento. Assim, engloba todo o sistema de distribuição de água quente e fria, esgoto e água da chuva. Esse último, ainda, pode contar com a captação e a reutilização da água da chuva.

Assim, o primeiro passo para esse projeto é ter em mãos os projetos arquitetônico e estrutural. Uma vez que, o sistema hidrossanitário depende da localização dos componentes estruturais, da alvenaria e da disposição dos elementos que necessitam de água. Dessa forma, é importante lembrar que os três projetos devem estar compatibilizados para evitar erros.

2. Normas para a execução do projeto

Um bom projeto hidrossanitário deve respeitar algumas normas, regida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, como:

  • Norma Brasileira 5626/1998: estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, à execução e à manutenção da instalação predial de água fria.
  • NBR 7198/1993: fixa as condições técnicas mínimas quanto à higiene, à segurança, à economia e ao conforto dos usuários, pelas quais deve-se projetar e executar as instalações prediais de água quente.
  • Norma Brasileira 8160/1999: estabelece as exigências e as recomendações relativas ao projeto, à execução, ao ensaio e à manutenção dos sistemas prediais e de esgoto sanitário.
  • NBR 10844/1989, fixa as exigências necessárias aos projetos das instalações de drenagem de águas pluviais.

3. Sistema hidráulico

Na elaboração do sistema hidráulico, deve ser feito o traçado dos tubos. Por isso, esse contém os seguintes elementos:

  • prumadas: são formados por tubulações principais, trazendo a água do reservatório superior;
  • pontos de água: são os pontos que alimentam os elementos de utilização;
  • ramais de distribuição: são os alimentadores dos pontos, em todos os cômodos necessários.

Assim, possibilita-se a delimitação de cada trecho de tubo, de acordo com o uso nos pontos terminais, alocando todas as conexões necessárias e melhorando o funcionamento da rede. Por isso, todo esse sistema deve ser feito em desenho isométrico, com o objetivo de facilitar a execução do projeto.

Tubulação hidráulica;
Tubulação Hidráulica

4. Sistema sanitário

A criação do sistema sanitário necessita também de um traçado em planta, que determina o caminho que o resíduo doméstico percorrerá até chegar à rede pública ou ao sistema individual de esgotamento sanitário. Isto é, o traçado do sistema sanitário divide-se entre o esgoto primário, que está em contato com gases, como os vasos sanitários e as caixas sifonadas. E o secundário, que não tem acesso aos gases devido a uma camada de água que protege a instalação. Dessa forma, o sistema opera segundo os seguintes componentes:

  • ramais de descarga: são os canais ligados ao aparelho sanitário;
  • ramal de esgoto: é o canal que recebe o efluente do ramal de descarga;
  • ramal de ventilação: interliga os aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação, permitindo a emissão dos gases para a atmosfera e a entrada de ar no interior das tubulações, aliviando a pressão existente;
  • tubo de queda: é um tubo vertical que recebe efluentes de ramais de descarga e de esgoto;
  • subcoletor: é o canal que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda;
  • coletor: é a tubulação compreendida entre a última inserção de subcoletor ou caixa de inspeção geral e a rede pública ou o sistema individual;

Portanto, com o traçado em mãos, é possível dimensionar cada tubulação, com base nos tipos de aparelhos sanitários que lançarão águas cinzas (qualquer água residual originada a partir de processos domésticos, exceto dos vasos sanitários) ou negras (resíduos líquidos de água contendo matéria fecal e urina). Todo esse sistema deve ser feito detalhadamente, em maior escala, para que todas as conexões e as tubulações sejam visualizadas corretamente pelo executor da obra.

5. Sistema pluvial

O projeto pluvial, resumidamente, consiste na definição de calhas, tubos e conexões necessárias para o levar a água da chuva até o local de interesse. Isto é, seja um reservatório de reaproveitamento ou a rede de drenagem pública.

Assim, essa disposição de calhas depende da vazão máxima de contribuição do telhado que, por sua vez, depende do regime de chuvas da região onde está a construção.

Calhas; chuva;
Calha com chuva

Dessa forma, percebe-se que a elaboração desse projeto dependente de vários fatores externos e de um amplo conhecimento técnico do projetista. Além disso, algumas práticas de uma boa engenharia, devem ser levadas em consideração, como a separação das águas cinzas das negras. Dessa maneira, evita-se erros nas obras, otimizando as instalações e deixando mais tranquila a vida na edificação.

Assim, a EMAS Jr. Consultoria leva todos esses pontos em consideração em seus projetos e os realiza pensando nas particularidades do cliente. Quer saber mais? Entre em contato conosco!