Projeto de prevenção e Combate a Incêndio: erros mais frequentes

//Projeto de prevenção e Combate a Incêndio: erros mais frequentes

Projeto de prevenção e Combate a Incêndio: erros mais frequentes

O Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico define todas as necessidades e características da edificação referentes a este tipo de sinistro. Ele visa garantir a segurança dos usuários do local.

Estamos suscetíveis à situações de perigo que podem resultar no início de um incêndio. Por exemplo, curto circuito, esquecimento de velas acesas e outros. Em grandes proporções, ele pode resultar em situações de grandes perdas, tanto materiais quanto humanas. 

projeto de prevenção de incendio

Para minimizar as possíveis perdas e manter todos os que estiverem por perto em segurança em caso de incêndio, entraram em vigor a Lei Estadual nº 14.130/2001 e o Decreto Estadual nº 46.595/2014 que determinam que toda edificação destinada ao uso coletivo, seja ela com fim comercial ou residencial, deve ser regularizada junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Assim, o primeiro passo para regularizar o seu empreendimento junto ao CBMMG é a obtenção de um Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico (PSCIP).

O PSCIP consiste em um projeto, baseado nas Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, que especificará através de uma planta baixa do local quais são as medidas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros. Por exemplo, extintores, sinalização e iluminação de emergência, rotas de fuga, e onde elas estarão localizadas dentro do seu empreendimento. Além disso, um memorial descritivo que forneça todas as informações necessárias para entendimento e aplicação de todas as medidas a serem tomadas.

É importante ressaltar que a planta baixa deve estar atualizada em relação ao local no qual as medidas de segurança serão alocadas.

O Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico também faz parte da obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). E também, parte do “Alvará de Funcionamento” em caso de edificações comerciais e a Certidão do “Habite-se” em caso de residenciais.

Assim, não havendo PSCIP, o dono da edificação fica sujeito a receber notificações/multas durante vistoria do Corpo de Bombeiros. Essa situação também pode gerar consequências como fechamento/não funcionamento do empreendimento. Isso por não oferecer as medidas de segurança mínimas exigidas para os seus usuários.

A importância de um profissional especializado

bombeiros

Além disso, o PSCIP também é de grande importância porque, em caso de incêndio e comprovação de negligência por parte do proprietário, a marca relacionada fica mal posicionada no mercado. E é claro, tendo grandes chances de deixar de existir, pois sempre estará vinculada ao acidente, como é o caso da Boate Kiss.

Portanto, é importante contratar um profissional que tenha conhecimentos na área para que esse projeto seja executado da maneira correta. Lembrando que o profissional contratado deve ser cadastrado no Corpo de Bombeiros e no CREA-MG. E também é importante que tenha conhecimento do que é esperado no projeto para minimizar os erros que podem ser cometidos durante a sua execução.

Quais são os erros mais cometidos na execução desses projetos?

O primeiro erro

É em relação a Instrução Técnica 40 que diz que as construções feitas até o final de 2005 não precisam realizar mudanças estruturais para se adequarem às medidas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiro.

saída de incêndioPor exemplo: o tamanho mínimo para uma porta utilizada como saída de emergência é de 1,1 metros de largura. Porém, se a construção é de antes de 2005 ela pode ter uma porta com largura de 1 metro. Portanto, é comum que ao verificar uma construção de antes de 2005, ela tenha medidas diferentes das mínimas exigidas atualmente.

Nesse caso, um erro cometido pelo profissional que prestará o serviço é não perguntar e/ou pedir, inicialmente, documentos que comprovem o ano de construção da edificação.

Lembrando que se o empreendimento tem um prédio mais recente e um de antes de 2005, o mais recente é obrigado a estar de acordo com a legislação.

O segundo erro

Outro erro é a classificação quanto ao tipo de empreendimento, que em muitos momentos é bem compreendida pela Tabela de Classificação fornecida pelo Corpo de Bombeiro no Decreto 44.746, no “Anexo A”. Porém em alguns momentos pode levar a certa confusão.

A classificação do empreendimento é de grande importância no decorrer do projeto pois todos os cálculos estão diretamente vinculados a ela. Portanto ela deve estar correta e pensando também na qualidade do projeto e necessidades do cliente.

Um empreendimento pode se encaixar em 2 categorias diferentes que se distinguem nos quesitos de restrição e na quantidade de modificações a serem feitas. Sendo assim, é necessário que o profissional utilize de um senso crítico no momento de fazer a escolha.

O terceiro erro

Quanto às medidas de segurança. A planta a ser entregue para o Corpo de Bombeiros deve conter, além das medidas de segurança, os detalhamentos como:

  • Altura de implantação das placas de sinalização;
  • Alturas e espaçamentos dos corrimãos a serem instalados;
  • Especificação do tipo de extintor a ser usado. Vale se atentar se o extintor que está sendo comprado é o que está especificado na planta;
  • E também a planilha de cálculos.

O quarto erro

A planta também deve conter tudo relacionado ao layout do lugar que está sendo atendido pelo projeto. Por exemplo, em caso de ser um restaurante, é importante que tenha o desenho de onde ficarão mesas e cadeiras.

planejamento restaurante

Isso porque são possíveis obstáculos para uma rota de fuga em caso de incêndio. Quando não estão presentes na planta afetam o valor de cálculo de distância a ser percorrida. Essa situação pode caracterizar um erro no projeto, correndo o risco de não ser aprovado.

O quinto erro

Referente às cores utilizadas. Todo o desenho arquitetônico, tabelas e detalhamentos devem estar nas cores cinza/branco e as medidas de segurança em vermelho. Apenas o carimbo da empresa pode estar com outras cores. Logo, qualquer elemento que esteja fora dessas cores caracteriza um erro no projeto.

O sexto erro

Quanto a entrega do memorial descritivo. A entrega é importante para que o cliente possa entender o que está sendo exposto no projeto. Mas também é indispensável para o Corpo de Bombeiros entender o que foi necessário para a execução e o porquê das medidas tomadas.

A sua vez de não errar no no Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico

Tendo posse dessas informações você já sabe a importância de contar com profissionais capacitados para construir o seu Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico.

Nós podemos te ajudar! Entre em contato e solicite um pré-orçamento completo.

By | 2018-07-19T14:36:15+00:00 9 de julho, 2018|Projeto de Incêndio|0 Comentários

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Paula Silva

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