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Entenda como ter um melhor rendimento da sua obra com seus resíduos

A construção civil é, atualmente, uma área em retração e seu desempenho segura a recuperação da economia brasileira. A crise iniciada em 2014 acumula déficit que tem prejudicado diversos setores da economia no Brasil.

A decadência do setor das edificações chegou a uma velocidade estonteante – somente no primeiro semestre de 2017, houve queda de, aproximadamente, 7% – ao contrário da recuperação, que terá ritmo bem diferente.

Nesse sentido, as empresas interessadas em destacar-se no mercado têm optado cada vez mais por diferenciais inteligentes, focados em um maior rendimento e eficiência de obra. E nessa corrida pela recuperação, cada detalhe conta!

E o que pode melhorar o rendimento?

Elementos da obra

O rendimento de uma obra está diretamente relacionado a fatores como planejamento financeiro, planos de gerenciamento de resíduos, sustentabilidade e novas parcerias. Além disso, é estratégico que mesmo as obras menores também utilizem desses recursos para que haja maior organização e rentabilidade, em tempos de crise ou não.

Diante disso, é fácil perceber que uma melhor ordenação interna de tarefas em uma obra demanda não somente tempo e dedicação, mas também conhecimento de técnicas funcionais para que se alcance o melhor rendimento possível.

É interessante, também, buscar os fatores que mais influenciam no baixo ou médio  rendimento de uma obra, a fim de saná-los e executar tudo da melhor forma. Pensando nisso, é importante identificar até os problemas menos evidentes, a fim de elaborar maneiras eficientes de gerenciar e otimizar um empreendimento de construção civil. Tais intervenções concretizam a melhora no cenário da construção.

E onde os resíduos podem atuar?

Entulhos de tijolo

Crédito: Freepik

Percebe-se então que uma das maiores fontes de problema de uma obra é a grande quantidade de resíduos gerados: os famosos “entulhos”. Esses dejetos são geralmente restos de tijolos, concreto, cimento, tintas, dentre outros, cuja destinação é, na maior parte das vezes, a conhecida caçamba de rua.

Levando em consideração o impacto que os resíduos tem em uma obra, um dos recursos mais eficientes para que haja a rentabilização dela nesse aspecto é o correto manejo e logística de destinação de materiais, o que compreende tanto o planejamento de uso de todo o insumo, quanto seu correto transporte e descarte – que pode englobar até troca, venda ou reciclagem, dependendo do material.

 

 

E como este manejo pode ser feito?

O que muitos não sabem é que existe um recurso eficiente para tal objetivo, o chamado Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil – ou PGRCC. O plano consiste em um documento técnico que registra quantidade e classe de materiais para que, à partir disso, o engenheiro responsável elabore uma forma perspicaz de manejo e eliminação dos despojos. O PGRCC é essencial para o bom funcionamento de uma construção, reforma ou mesmo demolição, visto que engloba vários fatores determinantes para um melhor rendimento, que é o que as grandes construtoras, e até pequenos empresários, almejam para seu empreendimento.

Quais são as vantagens?

Existem inúmeras vantagens que a boa implantação de um PGRCC (Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil) podem trazer para a execução de uma obra. Dentre elas podemos citar algumas:

  • Maior eficiência de descarte: a partir da gestão dos resíduos, as etapas e lugares pelos quais esses materiais passam são menores, graças à definição de uma área específica para a segregação dos dejetos. Isso também evita que os mesmos fiquem entulhados nos cantos da obra, atrapalhando o transporte e movimentação internos.
  • Economia: por meio do planejamento tático, e com o auxílio do PGRCC, é possível direcionar a compra de materiais de forma a haver utilização consciente dos mesmos, reduzindo gastos com estes e também com pagamento de funcionários que lidam com os resíduos. Além disso, a economia é notável, considerando que há, também, diminuição do desperdício e consecutiva atenuação de despesas com destinação de resíduo em excesso, tal como otimização do tempo gasto em todas as tarefas da obra. Saiba mais sobre como lucrar com resíduos neste outro texto.
  • Obra legalmente correta: consta na lei, segundo a política nacional, e também segundo o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que o PGRCC é obrigatório para os grandes geradores de resíduos, logo sua adoção torna o gerador apto a gerenciar corretamente os entulhos produzidos em conformidade com a lei. Vide leis: Conama n°307/2002 e lei federal n° 12.305/2010.
  • Imagem diferenciada no mercado: a sustentabilidade é uma temática de destaque crescente na atualidade e confere grande credibilidade às empresas que decidem adotar uma política ambientalmente correta. Sendo assim, é muito importante para a imagem de uma construção, estar regulamentada conforme as leis que protegem o meio ambiente, regulamentação essa que é assegurada no ato da implantação do PGRCC e é um diferencial importante no sentido de dar destaque positivo, bem como certificações especiais à construção.

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Crédito: Freepik

Diante de tantas vantagens relevantes para um bom rendimento de obra, e considerando o contexto do mercado, é possível afirmar que a implantação de medidas como a adoção de um PGRCC é decisiva para a melhoria de resultados na área civil.

E aí? Interessado em saber mais sobre o PGRCC e outras melhorias para o setor da construção? Quer saber como superar a crise em uma empresa? E por que muitas obras não ficam prontas no prazo previsto? Entre em contato! A equipe Emas Jr. Consultoria tem todos os recursos para ajudá-lo a enfrentar esse desafio!

By | 2018-04-10T18:11:57+00:00 4 de fevereiro, 2018|PGRCC, Projetos|0 Comentários

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Sophia Catisani

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