//Troféu Solidário: A Engenharia exercendo seu papel social

Troféu Solidário: A Engenharia exercendo seu papel social

Considerando as mais diversas áreas da engenharia, um fator comum é o alto potencial de impacto nos mais variados setores da sociedade. Esse é, ou ao menos deveria ser, o objetivo de todas elas: impactar para transformar e melhorar a sociedade. E o Troféu Solidário é justamente uma tentativa de supri-lo.

Focando exatamente no papel social das engenharias, foi fundada, em 2013, a Engenharia Solidária (EngSol). Sem fins lucrativos, a associação tem a nobre missão de humanizar a Escola de Engenharia da UFMG (EE). Isto é, formar profissionais mais conscientes, engajados e comprometidos em transformar realidades por meio de suas profissões.

O Troféu Solidário

Desde 2013, uma das ações sociais realizadas todo ano pela EngSol é o Troféu Solidário. O projeto busca reunir as diversas iniciativas relacionadas à EE (como as 6 empresas juniores, os grêmios das 11 engenharias, equipes de competição, atlética, entre outras) e colocá-las em uma competição saudável que tem um objetivo: arrecadar o maior número de alimentos. Estes, posteriormente, são destinados a famílias carentes. Dessa forma, ao final da competição, a iniciativa que  tiver arrecadado mais doações vence o Troféu.aliment

Em agosto de 2017, a Engenharia Solidária convidou a EMAS a participar de mais uma edição. Sendo assim, o convite foi aceito. Afinal, seria uma forma de incentivar e promover o crescimento do Núcleo de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) da empresa e também fazer com que todos os membros fossem motivados a se comprometer com a causa. Ou seja, era uma oportunidade de refletir e enxergar que existem realidades muito diferentes. Que muitas pessoas precisam de ajuda e que, doando um pouco de cada vez, cada um pode causar grandes mudanças.

A participação da EMAS Jr.

Logo no início do Troféu, a EMAS já pôde começar com grandes contribuições. Isso em função de ter arrecadado mais de 150kg de alimentos no evento Sustentar e nas provas do processo seletivo. A partir de então, começou-se a ter um planejamento mais estratégico para o Troféu. Afinal, 2017 foi o “ano das metas” para a EMAS em projetos e faturamento.  

Pensando nisso, a Coordenadora do Núcleo RSE na época, junto da Diretoria Executiva da empresa, elaborou metas de arrecadação. Estas, quase semanais, contavam com a ajuda de todos os membros e tinham como objetivo arrecadar mais contribuições de alimentos. As mesmas trouxeram grande retorno e nos resultados parciais divulgados ao longo dos meses a EMAS sempre esteve em 1º lugar em número de arrecadações!

Um dos momentos mais marcantes de toda a competição ocorreu durante uma meta semanal para arrecadação de 120kg de alimentos. Na data final, não havia sido atingido sequer a metade do proposto. Entretanto, não querendo abandonar a meta, alguns membros da empresa saíram com cartazes pela Escola de Engenharia pedindo dinheiro às pessoas que ali passavam. Nesse contexto, mesmo as doações em moedas foram tão significativas que, ao final do dia, foi possível comprar quase o dobro de alimentos.

O engajamento

Com base nessa experiência, outros membros da EMAS se propuseram a fazer o mesmo. Assim, sempre apresentando o contexto para aqueles que abordavam, a busca por doações dessa vez aconteceu em outros prédios da UFMG. Isso possibilitou que estudantes dos mais diversos cursos tivessem uma pequena participação no resultado final. Além disso, confeccionou-se ainda uma rifa para incentivar as contribuições.

Além disso, os trainees foram motivados a saírem em um sábado de manhã pelas ruas em torno da UFMG vendendo rifas e pedindo doações. Organizou-se também uma festa com tema de Halloween, onde a entrada era paga com doações de 1 a 3 Kg de alimentos, óleo ou leite. Tivemos, ainda, participantes da EMAS em todas as visitas promovidas pela Engenharia Solidária, como a Ação de Dia das Crianças, que somavam pontos para o Troféu.

Gincana Solidária com Trainees
Mas para onde foram os alimentos?

Era importante para a Engenharia Solidária mostrar a todas 26 iniciativas participantes do Troféu para onde as arrecadações estavam sendo levadas. Isto serviria, inclusive, como forma de motivação. Dessa maneira, no dia 22 de outubro, foi organizada uma visita ao Centro Cultural “Lá da Favelinha”, localizado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

Vários membros das diversas iniciativas que competiam no Troféu Solidário, incluindo a EMAS, compareceram. Na ocasião, tiveram a oportunidade de levar 71 cestas de alimentos (742Kg) para os moradores da região. Conhecer o Centro “Lá da Favelinha”, que busca a inclusão social por meio da educação e da cultura, sobretudo do Hip Hop, também foi uma experiência incrível para todos os participantes.

Foi uma oportunidade de conhecer pessoas com realidades totalmente diferentes. Gente que trabalha para levar música, dança e conhecimento a jovens inseridos em um contexto de violência e poucas expectativas para o futuro.

O final da competição

No início de novembro encerraram-se as doações. Em seguida, no dia 13/11 a EngSol realizou, na Escola de Engenharia, um evento para encerramento da competição. Nele seria anunciada a iniciativa campeã e a quantidade total arrecadada.

Contudo, antes da divulgação dos resultados, houve uma incrível palestra. Duas jovens recém-formadas contaram como, mesmo seguindo diferentes trajetórias de vida e enfrentando diferentes desafios, alcançaram seus objetivos. Elas se tornaram sócias de uma startup focada em empreendedorismo social relacionado a engenharias. O evento também contou com a visita de 3 líderes do “Lá da Favelinha”, que agradeceram os participantes por toda a ajuda e os prestigiaram com um pouco de suas músicas, rimas e passos de dança.

O anúncio

Chegado o momento dos anúncios e superando as expectativas, a Engenharia Solidária divulgou: mais de 3400Kg de alimentos foram arrecadados. Isto significou a maior quantidade da história do Troféu! Desse total, aproximadamente uma tonelada foi arrecadada pela EMAS, a maior quantidade doada na nossa história!

No placar geral, ficamos em 2º lugar na competição. Não ganhamos o Troféu Solidário. Ainda assim, no final, o mais importante para nós foi ver os resultados que tivemos. Isto é, o quanto ajudamos pessoas que precisavam, e ainda precisam, da nossa ajuda.

Essa deve ser nossa grande meta como futuros engenheiros e engenheiras, lutar para melhorar a realidade ao nosso redor. Participar do “Troféu Solidário” nos fez perceber o quanto podemos impactar pessoas. Além disso, temos certeza de que, trabalhando duro e em equipe, até as metas mais ousadas podem ser superadas. E assim, compreendemos o papel social e a real finalidade das nossas profissões.

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Quer saber sobre Responsabilidade Social Empresarial? Confira nosso texto sobre as vantagens de aplicá-la em sua empresa. Acesse também a página da Engenharia Solidária no facebook para ficar por dentro de todas as ações solidárias que ela promove!

By | 2018-06-30T22:32:27+00:00 11 de janeiro, 2018|RSE|0 Comentários

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Pedro Ennes

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