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Brainstorming: entenda esta grande ferramenta do empreendedorismo

A associação de ideias foi estudada há tempos, no século IV a.C., por Platão e Aristóteles. Tal ferramenta, já naquele tempo, era capaz de aumentar três vezes a capacidade criativa de um indivíduo através da assimilação de linhas de pensamento, que poderiam indicar uma sequência, similaridade, ou contraste de ideias.

Apesar da idade do conceito, esse tipo de ferramenta continua atual. Hoje ela ajuda na identificação das formas de pensamento que são repetidas, criando uma facilitação para a quebra de um possível bloqueio mental.

O brainstorming – tempestade cerebral, se traduzido literalmente – é  uma das ferramentas mais utilizadas em empresas e ramos nos tempos atuais, envolvendo a associação de ideias. Criada e aplicada na década de 1930 por Alex Osborn, sócio de uma agência de publicidade e diretor de um banco, foi adotada na década de 1950 por vários cursos de universidades, por indústrias e empresas americanas. Desde então se tornou indispensável em qualquer atividade que exija certa criatividade.

Crédito: Freepik

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Empreendedorismo e criatividade

Quase que obrigatoriamente, a palavra “criatividade” está cada vez mais próxima de “empreendedorismo”. Ser criativo hoje faz toda a diferença no ramo empreendedor, trazendo exclusividade para o negócio e consequentemente posição de destaque no mercado ou na empresa.

Crédito: Freepik

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O brainstorming estimula exatamente essa qualidade, uma vez que se utiliza de metodologias encorajadoras que não distinguem a princípio as ideias boas e as ruins, incentivando a conexão entre as pessoas por trás delas e extinguindo qualquer tipo de julgamento, além de dar enfoque inicial à quantidade para que se tenha uma grande diversidade de opções.

Imagine um cenário desafiador, em que a empresa em questão se encontra diante de um grande problema ou limitação. Uma das melhores soluções pode estar no meio de várias ideias levantadas por uma equipe de pessoas diversas. Ou seja, pode estar no brainstorming praticado por elas. Além disso, esta empresa pode ser do ramo de desenvolvimento, estando constantemente na necessidade da criação de novos projetos. Neste caso, a metodologia pode ser muito bem aplicada novamente.

Estruturação e boas práticas

Um brainstorming bem estruturado envolve no geral 5 etapas:

  1. Seleção: peneiramento das ideias.
  2. Reunião: encontro presencial ou via internet, que deve ser planejado para que o foco não seja perdido. É importante a figura de um líder nesse momento.
  3. Preparação e pesquisa: embasamento teórico e conhecimento prévio sobre o assunto, essenciais para nortear uma equipe.
  4. Chuva de ideias: levantamento de várias propostas, sem censurar qualquer que seja a ideia. Não são permitidas nem expressões faciais negativas.
  5. Definição: escolha da melhor opção, ou das melhores.

Como dito anteriormente, o uso dessa ferramenta pode ter o intuito de desenvolver novos projetos, resolver problemas, estimular alguma criação ou até mesmo lidar com tarefas operacionais. Porém, devem-se seguir algumas regras para que o processo seja eficiente:

  • Ter uma equipe reduzida com até 6 pessoas ou dividida em grupos.
  • Ter diferentes perfis em uma equipe, incentivando a diversidade.
  • Fornecer previamente o tema, objetivos e referências, para que se abra espaço e incentive insights.
  • Aceitar ideias ruins a principio, para que ninguém se sinta desencorajado.
  • Administrar e estimular a fala de todos – uma pessoa não pode ocupar 60% do tempo.

Por meio da adoção desses procedimentos, o brainstorming se torna mais efetivo, alavancando ainda mais os resultados!

Crédito: Freepik

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Técnicas Utilizadas

Existem diversas técnicas de brainstorming, que podem ser escolhidas conforme a necessidade e a realidade do momento. A seguir serão apresentados 10 exemplos de diferentes técnicas que trazem diferentes dinâmicas ao processo criativo:

Brainrighting: essa técnica consiste em escrever todas as ideias em papeis para depois compartilhá-los com a equipe, evitando assim qualquer julgamento prévio da ideia pensada, além de evitar a influência de outras vistas anteriormente.

Mapas mentais: esse método exalta a utilização de conteúdos visuais e conexões entre as ideias.

Mural: ele se baseia na abertura de espaço para incluir insights durante o expediente, por exemplo. Evita julgamentos e estimula o pensamento da equipe sobre a ideia incluída. Permite o uso de imagens e palavras.

Jogos de improvisação: estimula a criatividade ao criar um ambiente descontraído, permitindo ousar nas ideias. Deve-se tomar cuidado do uso dessa técnica em equipes mais introspectivas.

Rabiscos e desenhos: usados para quebrar o mindset padrão. São mais utilizados quando se pretende algum resultado mais visual.

Inversão: ao invés de buscar possíveis soluções, este método promove a busca por possíveis causas, quebrando o raciocínio padrão.

Desejos: eles envolvem o pensamento de soluções de impossível aplicação e posteriormente do que fazer para torná-las possíveis.

Recursos infinitos: semelhante à técnica anterior, na busca por soluções imaginando recursos infinitos.

Quebrando e combinando: combinação pela equipe de três das diversas ideias dadas pelos membros, dando enfoque nelas e destrinchando-as.

Chuva de ideias: nesse método a equipe parte de uma palavra, fornecendo de aí em diante palavras relacionadas à primeira.

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Todos esses pontos podem ser aplicados em qualquer processo que exija o mínimo de criatividade.

Sem dúvida nenhuma, o brainstorming caminha lado a lado com o cenário empreendedor, sendo uma importante ferramenta de garantia do melhor funcionamento das empresas, bem como de criação de novos projetos. Empreender é fazer a diferença e, para isso, nada melhor do que possuir diferentes ideias e perspectivas diante de suas necessidades e ambições.

Alguma dúvida ou curiosidade? Entre em contato conosco! Ficaremos muito felizes em lhe ajudar!

By | 2018-06-30T16:52:43+00:00 31 de dezembro, 2017|Dicas, Empreendedorismo|0 Comentários

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Thiago Nunes

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