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Crédito de carbono: o que é e como funciona?

São bem perceptíveis as consequências causadas pelo Aquecimento Global nos últimos anos. São mudanças nos períodos de chuva; tempestades, inundações, ondas de calor e secas intensificados; extinção de plantas e animais; elevação dos mares; entre outras. É um evento catastrófico, cuja reversão deve ser prioridade para a humanidade, caso quisermos nos manter no planeta por mais gerações.

Nesse sentido, muitas iniciativas globais dão alternativas de desenvolvimento sustentável, a fim de garantir o crescimento dos processos humanos, controlando a desordenada emissão de gases do efeito estufa, causa direta do aquecimento da Terra.

Uma dessas alternativas é a criação do Mercado de Créditos de Carbono, que tem por objetivo incentivar a diminuição das emissões de dióxido de carbono e outros Gases de Efeito Estufa (GEE), como o metano e CFCs. Uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) não emitida pode ser revertida em um crédito de carbono, que tem valor comercial no mercado mundial

Aprovado em fevereiro de 2005 com adesão de 55% dos países mais poluidores, o Protocolo de Quioto estipulou metas de redução de emissão de gases poluidores para o mundo, principalmente para países considerados industrializados (como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, entre outros).

Para conseguir atingir essas metas, propostas de mitigação das consequências do aquecimento global desenfreado foram feitas. Entre elas está o comércio de emissões. Dessa forma, vários mercados de crédito de carbono surgiram, sendo o maior deles o European Union – Emission Trading Scheme (EU-ETS).

Uma das formas de estabelecer o mercado de crédito de carbono é o Cap and Trade, ou limite e comércio. Nele, o órgão regulador estipula um limite de emissão de gases de efeito estufa, seja para um conjunto de empresas ou para países.

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Os poluidores que conseguirem otimizar seus processos, de forma a impactar menos no efeito estufa, ficam com permissões de emissão excedentes, conseguindo negociá-las com outros poluidores que não obtiveram o mesmo sucesso. Isso permite que aqueles que mais poluem não precisem, necessariamente, se preocupar em reduzir seus processos industriais – desde que paguem caro por isso.

Ou seja, quem se coloca abaixo do limite vende suas cotas, e quem o ultrapassa tem que comprá-las para ter suas emissões abatidas e não ser penalizado por não cumprir com o que foi estabelecido.

A empresa produtora de elevadores ThyssenKrupp conseguiu abater todas suas emissões com a compra de 2130 créditos de carbono (correspondente a 2130 toneladas de dióxido de carbono) da usina hidrelétrica BAESA. A aquisição das permissões foi proporcional ao que a fábrica emitiria entre outubro de 2009 e setembro de 2010.

Esse sistema é interessante pois estimula empresas, instituições e países participantes a repensarem nos seus modelos de produção. Aqueles que se empenharem para reduzir suas emissões, acabam ganhando em três diferentes escalas da sustentabilidade:

Obviamente, a redução dos gases traz benefícios importantes ambientalmente falando. O principal é a desaceleração do efeito estufa, que pode ter resultados ainda mais satisfatórios com o despertar da consciência socioambiental do maior número de emissores e adesão de iniciativas mitigadoras como essa. O retorno a um padrão climática bem regulado depende disso.

Não é segredo que, atualmente, empresas que demonstram responsabilidade ambiental, com ações práticas e sem discursos vazios, ganham mais confiança de possíveis consumidores, elevando os patamares de faturamento. Não só com aumento das vendas, mas emitir menos literalmente gera receita com a venda das permissões excedentes. 

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Por fim, com menos poluição, tem-se menos pessoas em hospitais tratando doenças crônicas causadas pela má qualidade do ar. Aproximadamente 44% da população brasileira hoje sofre com esse problema, acarretando em mais gastos governamentais com saúde.

O ano de 2020 (ano limite de redução de emissão determinado pelo Protocolo de Quioto) está ficando cada vez mais perto e estamos atingindo as metas?

Depois de alguns anos passados desde sua ratificação, percebe-se que as expectativas estabelecidas pelo protocolo não foram cumpridas, já que as emissões dos gases de efeito estufa aumentaram, ao invés de terem diminuído. Porém, isso não quer dizer que o mercado de créditos de carbono não faz mais sentido ou deve ser deixado de lado.

A ineficiência do protocolo não se deve a alguma falha do mercado de carbono diretamente e os ganhos citados criados por ele são muito atraentes para não se considerar reduzir emissões.

Agora que você está por dentro de como funciona esse mercado, que tal transformar sua empresa ou instituição em uma ofertante de créditos de carbono e ser uma parceira da EMAS em fazer nosso meio  mais sustentável? Caso tenha mais alguma dúvida, ou tenha alguma sugestão, entre em contato conosco! Ficamos super felizes em poder ajudar.

By | 2017-12-28T10:32:56+00:00 dezembro 24th, 2017|Mercado de Trabalho|0 Comentários

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