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Como estruturar um processo seletivo eficaz?

Assim como um combustível de qualidade melhora a performance de um automóvel, as pessoas são os fatores responsáveis por potencializar o desempenho de uma empresa. Independente do tipo de empreendimento, os resultados só serão alcançados com total empenho de seus colaboradores. Desse modo, é nítido que o recrutamento de novos membros é pilar fundamental para o sucesso da empresa, mas como tornar o Processo Seletivo algo não-mecânico, de forma que seja eficiente e acurado?

A importância de um Processo Seletivo estratégico

Segundo Chiavenato, um RH estratégico deve criar um elo entre as pessoas e a estratégia da organização. Dessa forma, é fundamental que o PS atue da mesma forma. Para isso, é essencial que, antecipadamente, haja uma análise detalhada do momento vivido pela empresa. Nessa etapa, todos os departamentos da empresa devem entender o panorama atual e futuro de suas atuações. É interessante que seja traçado o perfil do candidato ideal para a demanda de cada área, além da quantidade estimada necessária de novos colaboradores.

A Equipe de Recrutamento deve estruturar o Processo Seletivo baseando-se no número estipulado de novos membros e tipos de perfis definidos. Por exemplo, suponha que a empresa X está lidando com um crescimento exponencial no número de projetos sendo executados. Assim, é extremamente importante que haja membros com conhecimento técnico suficiente e perfil de executor, a fim de prezar pela qualidade dos projetos e atender a toda demanda. Enquanto isso, a empresa Y lida com um déficit no número de projetos fechados.

Dessa forma, o Processo Seletivo deve ser voltado para potenciais vendedores, pessoas com habilidades de persuasão e comunicação. De toda forma, inúmeras situações podem ser vivenciadas e para cada uma delas é possível moldar o estilo de recrutamento da sua empresa. Além disso, é necessário que haja um marketing direcionado ao público alvo determinado, de modo a atrair a atenção exatamente daqueles que a empresa mais precisa.

Uma das coisas mais importantes para o êxito de um Processo Seletivo é a análise dos resultados obtidos nas edições anteriores. Dados quantitativos e qualitativos, como número de candidatos e perfis buscados em cada período, são extremamente importantes para manutenção da assertividade do PS.

Assim, fazer a gestão do conhecimento de todo processo facilita o trabalho dos futuros recrutadores e aumenta a probabilidade de sucesso. Uma boa opção é criar um banco de dados, no qual todas as informações coletadas sejam armazenadas, e atualizadas a cada etapa.

Além de tudo o que já foi dito anteriormente, não podemos deixar de ressaltar a relevância da cultura da empresa dentro de um Processo Seletivo. Muito além de buscar identificação cultural, a equipe de recrutamento deve procurar inseri-la antes mesmo dos candidatos serem efetivados.

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O fato dos funcionários entrarem alinhados culturalmente à empresa facilita todo o processo de ambientação e inserção ao restante da equipe, além de trazer mais resultados em menos tempo. Para tornar a ideia efetiva, realizar eventos de integração durante o PS costuma provocar bons resultados. Um funcionário que tem internalizada a cultura da empresa e se sente parte dela tem muito mais potencial produtivo do que aqueles que não se identificam com os valores, costumes, etc.

Etapas fundamentais para um PS de sucesso

Foi-se a época em que Processos Seletivos eram basicamente análises de currículo e meras entrevistas. Hoje, é cada vez mais comum inserir etapas diferenciadas que busquem explorar ao máximo as características dos candidatos, não somente colocá-lo sobre pressão e avaliá-lo. Grandes empresas como Google, Ambev e Heineken sempre inovam em seus programas de recrutamento, e muitas vezes todo esse potencial inovador é extremamente replicável em escalas proporcionais ao tamanho da sua empresa. Assim, definir as etapas e os detalhes de cada uma é uma tarefa que deve ter muita atenção.

Pensar o PS como um funil é uma boa analogia. Inicialmente, devem ser filtrados os candidatos que tenham o mínimo necessário para trabalhar na empresa. Provas de conhecimento gerais ou sobre a própria empresa são boas alternativas de primeira etapa. Atualmente, as provas online têm sido muito adotadas, visto que traz comodidade para ambos os lados, recrutadores e candidatos.

A segunda etapa do funil seletivo deve buscar analisar competências dos candidatos individualmente ou em grupo. Boas opções para essa fase são as entrevistas ou dinâmicas de grupo. Diversas metodologias são aplicáveis e simples para essa fase.

O mais importante é fugir do padrão. Processos Seletivos clichês não favorecem candidatos diferenciados, e no mundo de hoje, pessoas que pensam fora da caixa são as mais visadas pelas empresas. Na entrevista, por exemplo, é extremamente comum que o entrevistado chegue com respostas prontas. Assim, tirá-lo da zona de conforto mesmo que de forma inusitada é extremamente válido. Durante a dinâmica de grupo, atente-se a aspectos como trabalho em equipe e liderança. Grandes líderes se destacam facilmente em meio a seus concorrentes.

Por fim, para finalizar o funil de seleção, sugerimos o trainee. Essa etapa é muito importante para que o candidato tenha contato com as atividades que realizará caso seja contratado. Além disso, pensando na empresa, é a melhor oportunidade para verificar se aquela pessoa realmente se enquadra no perfil procurado. Simulação de processos empresariais ou até mesmo contato direto com situações reais são opções para essa fase do PS.

Existem inúmeras formas de dividir um Processo Seletivo por etapas, e dentro da cada etapa há várias possibilidades a serem exploradas. De toda forma, o interessante é conseguir extrair o máximo de características profissionais e pessoais do candidato, a fim de potencializar a assertividade do recrutamento.

A importância da equipe de recrutamento

errosprocessoPara por em prática tudo o que foi sugerido até então, a equipe de recrutamento deve estar totalmente apta a executar todas as etapas do PS. Assim, alguns aspectos devem ser considerados ao formar equipes de recrutadores.

O primeiro ponto é o tamanho do time. Isso depende diretamente da dimensão do seu Processo Seletivo, mas a prerrogativa sugerida é: quanto menos, melhor. A justificativa para isso se baseia no fato de que um número menor de pessoas avaliando possibilita uma concentração de ideias e facilidade na tomada de decisões em grupo, uma vez que menos opiniões terão de ser conciliadas. Além disso, equipes menores geralmente são mais alinháveis.

O segundo ponto diz respeito à continuidade do time até o fim do PS. Em outras palavras, ter a mesma equipe avaliando, do início ao fim, possibilita maior conhecimento a cerca dos candidatos e potencializa a assertividade.

O terceiro e último ponto a ser levantado é a capacitação dos recrutadores. A importância desse aspecto baseia-se na necessidade de um Processo Seletivo estratégico. Assim, a equipe deve estar capacitada tecnicamente a executar suas tarefas. Atualmente existem treinamentos e consultorias para planejamento e execução de Processo Seletivo, o que podem ser excelentes opções de capacitação.

Diante de tudo o que foi levantado até aqui, vimos que é possível sim elaborar, sem muitos segredos, um PS estrategicamente forte e assertivo. Ficou interessado em saber mais? Entre em contato conosco!

By | 2017-10-29T21:34:53+00:00 outubro 29th, 2017|Dicas, Mercado de Trabalho|0 Comentários

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Gustavo Magalhaes

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