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As 5 maiores dúvidas em um projeto de incêndio

Infelizmente não são raros os casos de incêndio em nosso país. Frequentemente somos pegos de surpresa quando imóveis e vidas são atingidas por conta de situações agravadas pelo descontrole do fogo.

Em Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros do estado (CBMMG) é o responsável por vistoriar o atendimento, por parte dos empreendimentos obrigatórios, ao Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Por meio das Instruções Técnicas feitas pelo órgão do estado, todas as disposições acerca do uso de hidrantes, mangueiras, esguichos, extintores e demais elementos de proteção são descritas detalhadamente.

Entretanto, mesmo com tanta informação, diversas vezes ficamos em dúvida acerca da necessidade, viabilidade e custo de um projeto de incêndio. Que tal descobrir um pouco mais sobre tudo isso?

1. Quem precisa de um projeto de incêndio?

A primeira dúvida que temos acerca de um projeto de incêndio é de sua própria necessidade. São diversos os tipos de empreendimentos que necessitam de um projeto de incêndio. Desde galpões e oficinas até clínicas médicas, diversas edificações são obrigadas, por lei, a prover segurança para os ocupantes e para a vizinhança em casos de descontrole do fogo. De acordo com a Instrução Técnica 01 do CBMMG, o projeto técnico deve ser feito para os seguintes casos:

  • Edificações ou áreas de risco com área total acima de 750 m2;
  • Independente da área da edificação ou área de risco, quando apresentar risco no qual necessite de sistemas hidráulicos de combate a incêndio;
  • Edificação ou área de risco que necessite de proteção de suas estruturas contra a ação do calor proveniente de um incêndio;
  • Locais de reunião de público com população acima de 100 (cem) pessoas;
  • Onde haja necessidade de comprovação da situação de separação entre edificações e área de risco.

Desse modo, muitos estabelecimentos comerciais e residenciais acabam sendo contemplados em pelo menos uma das características anteriores e ficam sujeitos à obrigatoriedade de apresentação de um sistema adequado para combate de incêndio e pânico.

2. Todos os empreendimentos que são obrigados a implantar um projeto de incêndio precisam fazer reformas?

Hoje em dia, muitas das edificações construídas que implantam um projeto de incêndio necessitam apenas alocar tubulações e novos extintores, sem a necessidade de parar suas atividades diárias para a adequação às prescrições do projeto.

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As reais reformas que geralmente ocorrem são de adequação de saídas de emergência, cujas portas devem sempre abrir no sentido da saída da edificação, e escadas, que devem possuir suas dimensões adequadas e atender a todos os pavimentos de um edifício, por exemplo. Assim sendo, é necessário verificar detalhadamente a situação de cada edificação afim de se mapear as adequações e os custos associados a elas.

Vale ressaltar que todas as especificações do projeto devem ser rigorosamente seguidas de modo a realmente proverem segurança para a edificação em questão. Existem alguns projetos que, além das modificações simples, como alocação de sinalização e extintores de incêndios, há a necessidade de apenas pequenos reparos em um dos pavimentos do edifício, alocando uma escada com poucos degraus e provendo, assim, a segurança adequada para os ocupantes.

3. O que acontece se o projeto de incêndio não for feito?

As vistorias do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais estão cada vez mais frequentes nos estabelecimentos que são obrigados a possuir um projeto de incêndio. A autuação por parte do órgão é feita tanto se a edificação não possuí-lo quanto se este não estiver adequado, levando-se em consideração, por exemplo, a disposição dos hidrantes e os tipos, posicionamento e validade dos extintores.

O Corpo de Bombeiros pode, a partir da autuação do estabelecimento, prescrever sanções administrativas para o infrator, como advertências escritas, multas e, até mesmo, interdições de empreendimentos em casos de risco eminente de incêndio devidamente fundamentado.

Além disso, colocar em risco o imóvel e a vida dos ocupantes é um fator ainda mais agravante! Desse modo, um projeto de incêndio é necessário tanto para comprovar a regularização frente ao Corpo de Bombeiros como para resguardar vidas e patrimônios em situações de descontrole do fogo.

4. E quanto custa o projeto e a adequação da edificação?

Todos os projetos de incêndio, bem como sua posterior implantação, possuem um custo associado tendo como base a complexidade do sistema a ser projetado. Muitas vezes, faz-se necessário o dimensionamento e posterior instalação de tubulações de hidrantes, mangueiras de incêndio, chuveiros automáticos e diversos outros itens com características hidráulicas.

Entretanto, existem casos nos quais há apenas a necessidade de prescrição e alocação de sinalização adequada e extintores de incêndio tendo em vista as causas do fogo. A caracterização do empreendimento, bem como as atividades as quais são desenvolvidas são as bases para se ter em mente o custo associado à adequação.IMG-20170928-WA0054

Em linhas gerais, quanto mais perigosos, no que tange à inflamabilidade, forem os elementos dispostos na edificação, maiores as medidas preventivas a serem projetadas e maiores os custos vinculados. Além disso, características como a própria altura da edificação são utilizadas para se mensurar o custo tanto do projeto quanto das modificações a serem posteriormente implantadas no empreendimento.

5. Quem pode fazer projetos de incêndio?

A maior parte dos projetos de incêndio necessita de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada por um engenheiro. Isso se deve ao fato de que os tópicos abordados no projeto, como o dimensionamento hidráulico da tubulação de hidrantes e mangueiras de incêndio, necessitam de conhecimento técnico suficiente para cumprir com a sua função de prover segurança para a edificação. Desse modo, todas as considerações feitas e prescrições dispostas ficam resguardadas tendo por base o próprio responsável pela elaboração.

Vale lembrar que, depois de todo o projeto, há a emissão, por parte do Corpo de Bombeiros, do Auto de Vistoria (AVCB). Nesse documento, há a comprovação, por parte do órgão, de que o projeto idealizado está de acordo com o que é obrigatoriamente necessário para a edificação. É válido ressaltar que o Auto possui data de validade, sendo sempre necessária a preocupação para com sua regularização perante o CBMMG.

Quer conhecer mais sobre o assunto? Entre em contato conosco! Ficamos sempre muito satisfeitos em solucionar suas dúvidas.

 

 

By | 2017-11-10T15:34:30+00:00 outubro 1st, 2017|Projetos|0 Comentários

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Guilherme Thomaz

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