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Empreender: o futuro de quem quer fazer a diferença

O mundo tem passado por um momento intenso de mudanças revolucionárias. A principal delas e a mais próxima dos jovens (alô empresários juniores!) é a revolução digital. Ela tem alterado a dinâmica da sociedade, do trabalho e das relações humanas. E é também por causa dela que o futuro das empresas e a própria ação de empreender prometem ser diferentes para as próximas décadas: abram alas para as novas geracões de empreendedores! 

 

A queda do modelo tradicional de empresa

Você se lembra daquela cena do Charles Chaplin fazendo movimentos repetitivos e fixos na indústria? Pois bem, este foi um sistema que vigorou durante muito tempo e que até hoje influencia o mundo empresarial. Atualmente, o modelo de empresa industrial, linear e extremamente hierarquizado tende a dar lugar para organismos mais horizontais e multidisciplinares, que prezam pelo bem social e pela variedade de talentos e ideias.

Créditos: Filme Tempos Modernos, 1936

Créditos: filme Tempos Modernos, 1936

Há duas ou três gerações, os diplomas direcionavam nossa habilidade para uma profissão específica. Você poderia até ter a capacidade de realizar determinada atividade, mas não lhe seria permitido extrapolá-la. Em outras palavras, quem fosse advogado deveria trabalhar exclusivamente com advocacia, quem fosse engenheiro civil, com engenharia civil, e assim por diante.

Hoje em dia, a tendência é que diplomas e títulos sejam mais fluidos e que o profissional possa exercer várias atividades ao longo da vida. Profissões não serão tão engessadas, e cargos fixos (condição estática) darão lugar a funções temporárias (condição fluida). As novas tecnologias que permitem práticas como o home office, ou trabalho em casa, devem anunciar em breve o possível fim das oito horas estáticas de trabalho, uma vez que o mercado tende a valorizar cada vez mais a cultura de entrega de resultados, e não de tempo de trabalho.

A relação entre as pessoas no trabalho também deve mudar. O pensamento conectado, de interdependência e de rede valoriza a diversidade e as ideias advindas de vários contextos diferentes. Sabe aquela vontade de pensar – e agir – fora da caixa? O profissional de uma equipe multidisciplinar desenvolve várias habilidades diferentes e é protagonista dentro de sua realidade. As únicas condicionantes para que os profissionais sejam mais fluidos, capacitados e multidisciplinares são: o interesse pessoal, a capacidade da pessoa e a boa e velha lei de mercado.

E como funcionaria a gestão de uma empresa mais horizontal com funções fluidas, senão com hierarquia e chefes cobrando por resultados? A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo: com postura de dono. A redução da hierarquia nas empresas se dá por meio de profissionais que tenham autonomia para realizar suas tarefas sem cobrança exterior. Ou seja, com profissionais capacitados para a autogestão.

 

O que significa empreender?

A vontade de ser produtivo e causar impacto no meio em que vive é uma forte característica de um empreendedor. Empreender não significa, necessariamente, fundar uma empresa. Empreender é, basicamente, “pôr a mão na massa” em alguma iniciativa que transforme a realidade. Não há nada mais desafiante do que a autogestão do seu próprio negócio, em que a possibilidade de inovar é diária e vai além das hierarquias. Veja o que diz Tiago Mattos, co-fundador da Perestroika, sobre o que define um empreendedor:

“O indivíduo que tem consciência do seu empoderamento – por isso assume com autonomia o rumo da sua vida e constrói iniciativas que mudem a realidade para melhor.”

Mas como então começar a ter essa consciência? Primeiramente, o planejamento é essencial para que a tudo dê certo. O grande problema é que, muitas vezes, as pessoas apenas planejam e não colocam nada em prática! Como mudar essa postura? No livro “Vai Lá e Faz”, do Tiago, ele enumera as sete etapas para empreender:

Créditos: livro Vai Lá e Faz, Tiago Mattos

Créditos: livro Vai Lá e Faz, Tiago Mattos

1) Inspiração

É quando você descobre o mundo do empreendedorismo e, quanto mais descobre, mais se inspira a levar suas iniciativas adiante. Basta olhar as inúmeras pessoas sensacionais fazendo a diferença no mundo!

 

2) Vontade

Uma vez inspirado, surge a vontade, quando você sabe realmente que quer empreender. Ainda não existe nenhuma ideia fixa, enraizada, do que fazer. No entanto, você têm valores que te guiam e áreas com as quais gostaria de se envolver. Quem sabe abrir um brechó? Ou aquele projeto de teatro que você queria fazer na comunidade? E aquela loja virtual de camisetas?

 

3) Ideia

Ideias surgem por afinidade, por brainstorming, ou até mesmo por necessidade. O que vai se adaptar melhor ao seu contexto atual e ao que está buscando? Depois de muito matutar, eventualmente você chegará a uma ideia. É nela que você vai investir sua dedicação e tempo!

 

4) Protótipo

Sempre que se fala em protótipo, é muito comum vir à mente imagens de robôs e aparatos eletrônicos sendo testados. Não é exatamente assim mas, de fato, o protótipo é um teste. O protótipo é a fase em que você submete sua ideia ao seu público-alvo, obtém todos os feedbacks possíveis, analisa se a demanda do mercado condiz com o que você está oferecendo e, enfim, realiza os ajustes necessários. Em suma, é o momento em que você lança o seu piloto.

A fase de prototipagem não segue um passo-a-passo fixo, ela varia amplamente de acordo com o que se quer prototipar.  Por exemplo, se o produto que você quer testar é um polímero sustentável que pode substituir os atuais pneus, você provavelmente realizará os testes em um laboratório tecnológico, com as ferramentas necessárias que avaliem a qualidade do produto. Por outro lado, se o que você quer testar é um aplicativo de consulta pública de políticos, talvez seja interessante levá-lo ao público para receber críticas e aprimorar o seu produto.

Enfim, é uma etapa adaptável ao produto oferecido e também extremamente necessária. Grandes empresas e consultorias descobriram há relativamente pouco tempo que produtos e/ou serviços ofertados devem ser eternos protótipos sujeitos a aprimoramento. Não existe versão final: em tudo pode-se inovar e otimizar sempre.

Empreender

Crédito: http://startupsorocaba.com/startup-sorocaba-o-poder-da-prototipagem-porque-sua-startup-precisa-de-um-prototipo/

5) Projeto

Depois de realizar testes e aprovar seu protótipo, você entra no ciclo operacional: negocia com possíveis parceiros, investe nos materiais necessários, encontra pessoas dispostas, vai lá e… faz! Para o microempreendedor individual, é quando você começa finalmente a usar aquela planilha de planejamento financeiro no Excel, por exemplo. Enquanto o seu produto e/ou serviço estiver se pagando, ou até mesmo dando prejuízo, você está na fase de projeto.

 

6) Negócio

É a etapa em que o seu projeto começa a dar lucro. Ou, no caso de uma iniciativa sem fins lucrativos, quando começa a dar resultado. Nessa fase, o empreendedor se entrega totalmente: o negócio inteiro depende de sua atuação. Ou seja, você não somente é a cabeça de sua ideia, como também os braços e as pernas que a fazem sair do lugar. Você é a liderança na estratégia do negócio e também em sua operação.

 

7) Empresa

Quando o seu negócio não precisa mais de você para funcionar. Você consegue manter a produção e o padrão de qualidade sem estar à frente de tudo. O organograma da empresa, sua estrutura e seus processos lhe dão suporte para que você fique agora apenas no setor estratégico, pensando em como alavancar o crescimento de sua empresa e impactar ainda mais pessoas.

 

De forma geral, uma iniciativa empreendedora não precisa ser, obrigatoriamente, profissional. Pode ser um canal no youtube, um grupo de estudos, uma ONG que luta contra a fome ou uma biblioteca comunitária. Como empresários juniores, nós queremos fazer a diferença. Não é para isso que estamos aqui? Nada mais justo, então, que pôr em prática o nosso propósito e causar o impacto que tanto buscamos. Estar aberto para aprender sempre, desenvolver habilidades e abraçar uma ideia é um ótimo começo.

“Mais importante do que a iniciativa é o construir – é o fazer –, e não aceitar de forma indiferente o mundo como ele é.” – Tiago Mattos

Se você se identificou com o texto e também deseja fazer a diferença no mundo, vem com a gente! Existem várias oportunidades para se empreender ou incentivar esse movimento nas faculdades. Para saber mais sobre o nosso trabalho, entre em contato conosco!

By | 2017-10-31T15:47:34+00:00 julho 16th, 2017|Empreendedorismo, MEJ|0 Comentários

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Mariana Henriques

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